Conhece-te a ti mesmo.
A estupidez humana em muito me surpreende. Outra coisa que me surpreende é a imaturidade e burrice que acomete muitos dos jovens e adultos em todo o mundo. Não, não é um exagero: quem crê que a violência é a chave para todos os problemas e que é por meio dela que se obtem tudo – o respeito, inclusive. Outro ponto que muito me incomoda é o fato de as pessoas não conseguirem ver um palmo além. Inseridas em determinadas circunstâncias que envolvem mais pessoas e discrepâncias entre si, muitas pessoas não conseguem ver o que elas fizeram para que fossem tratadas de uma determinada forma e, então, dão-se o direito de agirem com cinismo e hipocrisia, além de assumir o papel do pobre coitado ao invés de refletir um pouco sobre as próprias ações. Por quê? Porque é muito mais fácil apontar o dedo para os outros e para o que eles fazem. Ninguém quer sujeitar a si mesmo e ao próprio ego a um julgamento no qual há a possibilidade de perceber-se errado. Quem gosta de perceber que errou, que agiu de má fé? O ser humano, por mais humano que seja – e por mais consciente de que o é seja – não gosta de errar, muito menos de admitir que errou, por puro orgulho. O orgulho, aliás, é uma das principais características humanas que torna-nos mais vlneráveis à emoção. Quando o nosso orgulho está posto em cheque, nossos monstros ficam à solta. Os monstros violentos, os chorosos, os imperativos, os silenciosos: nossos monstros interiores. Não é ruim admitir que temos monstros dentro de nós. Ter consciência deles envolve também ter consciência do que são capazes e, tendo-a, podemos controlá-los, conhecemos os limites da razão e da emoção e podemos respeitá-los, contê-los.
Quem conhece a si próprio não tem dificuldade para controlar-se. Quem conhece a si próprio sabe do que é capaz. Quem conhece a si próprio tem mais consciência das suas próprias ações e, logo, é mais capaz de entender o mundo e as outras pessoas. Quem conhece a si próprio tem mais sensibilidade para entender as outras pessoas e o que elas podem estar pensando e sentindo tanto em relação ao mundo como também em relação a si mesmas e a você. Conheça-te a ti mesmo, mal não te fará.
Tive uma aula incrível de Linguística há duas semanas. O professor disse sobre a percepção da realidade, e comentou a metáfora da caverna. Eu não saberia redigir, agora, sem muito ponderar, o que ele nos disse sobre a percepção da realidade e a falta de consciência que as pessoas têm quando cometem atos hediondos. Mas foi fascinante, e estou lendo diversas coisas sobre filosofia.
Gostei da postagem.
lindo post lady N. como sempre porem discordo no ponto do “mal não fará”, ah fará sim, tuh sabes que o processo de auto conhecimento é mt complicado e que mts vezes é recheado de descobertas nem tão faceis de se lidar e que traz mt sofrimento, sim após o baixar da poeira vc pode ter crescido mt como pessoa e etc… mas as vezes oq resta quando a poeira cai não é legal e se ver… e a reconstrução do seu “eu” apartir desses esconbros é hediondamente dificil e dolorosa,mas se superada uma reforma intima mt profunda terá ocorrido no individuo e bom vc sabe.
Em primeira instância pode fazer mal, mas no final…
Yes, + questiono-me se somos aptos a fazer essa busca pelo nosso proprio conhecimento sozinhos…já que muitas de nossas bases vem de nossos pais e de maneiras marcantes d+ e o pior inconcientes… não estou dizendo que seja errado fazer isso + não se pode confiar mt no resultado, já que nossa mente tem mts defesas,até contra nós mesmos.